65,8% dos brasileiros anseiam deixar o País

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65,8% dos brasileiros anseiam deixar o País

Em partes do  País, constatou que 65,8% delas iriam embora do Brasil se tivessem uma oportunidade para isso. Para outra parcela dos entrevistados, o anseio de deixar o País é ainda maior: 3,3% deles afirmam que sua opção por partir rumo ao exterior é incondicional.

 

No outro extremo estão os que dizem não trocar o Brasil por nada, somando 4,1% da amostra. Do total de participantes da pesquisa, coordenada pelo professor de Marketing Marcelo Peruzzo (veja currículo resumido no final do texto), 80,3% admitem que a idéia de viver fora daqui já lhes passou pela cabeça em algum momento, enquanto 12,2% garantem não ter pensado sobre o assunto ainda. Apenas  7,5% afirmaram não ter pensando em sair do País.

 

Mas, assim como é alto o índice de pessoas à espera de uma chance para morar em outro país, é significativa também a porcentagem de indivíduos que recomendariam a um estrangeiro a mudança para o Brasil – 58,3%. Apenas uma minoria de 10,5% se nega a indicar o lugar como uma boa alternativa para fixar residência.

 

Baixo conceito

Embora os brasileiros, em sua maioria, se mostrem dispostos a apontar seu país como uma boa opção de local para viver, o Brasil é reprovado na avaliação de seu povo quando os aspectos julgados são as oportunidades de trabalho, a possibilidade de crescimento profissional e a qualidade de vida. Em relação a esses critérios, numa escala de 1 a 10 o País chega apenas a 5,25, média dos pontos atribuídos pelos participantes da pesquisa dirigida por Peruzzo.

 

É justamente a busca por novas oportunidades profissionais o que mais instiga o brasileiro a se estabelecer em outro país. Quando pensam em emigrar, 60,1% dos entrevistados justificam seu anseio com a idéia de conquistar um emprego mais lucrativo. Os estudos também motivam a emigração, atraindo 48,9% das pessoas, assim como o aprendizado de um novo idioma, que inspira 31,1% dos brasileiros.

Independentemente das razões que tornam o exterior atraente, apenas 5,7% dos entrevistados querem se mudar definitivamente. Entre os que desejam retornar a seu ponto de origem, 14,0% planejam se afastar por menos de 1 ano; 50,7% pretendem ficar de 1 a 3 anos fora do País; 15,0%, entre 3 e 5 anos; e outros 14,7%, mais de 5 anos.

Países preferidos

Entre os países escolhidos para morar ou somente passar um período se destacam os de língua inglesa, que juntos têm 58,9% da preferência dos entrevistados. Isoladamente, os locais mais citados compõem o seguinte ranking: Estados Unidos (21,5%), Inglaterra (14,8%), Itália (12,3%), Austrália (11,3%), Canadá (10,6%), Espanha (9,2%), França (5,6%), Japão (4,4%), Alemanha (3,8%) e Portugal (2,9%).

O perfil do potencial emigrante

Sexo: Homem (68%) e mulher (67%) tendem, igualmente, a querer sair do País.
Idade: A faixa etária potencial para a emigração se estende dos 21 aos 28 anos, na qual 71% dos entrevistados têm interesse de morar fora do País. Na seqüência figuram os grupos entre 14 e 20 anos (67%), entre 29 e 35 (65%).

Escolaridade: A porcentagem de interessados em sair do País varia da seguinte forma, de acordo com o nível de escolaridade: mestrado – 72%; graduação – 71%; especialização – 64%; Ensino Médio – 66%; e Ensino Fundamental – 61%.

Trabalho: Os empregados de período integral (67%) anseiam tanto quanto os desempregados (67%) deixar o Brasil. Já entre os que trabalham meio período, a intenção de emigrar é mais freqüente (71%).

Estado civil: Os solteiros (69,6%), como esperado, possuem um interesse maior de ir para o exterior do que os casados (55,4%).

Classe social: A pesquisa indicou que a renda familiar não é um fator determinante para a escolha entre sair ou não do País. O índice de pessoas ansiosas por fazer as malas varia muito pouco de uma classe social para outra (de 67% a 71%).

Regiões: Pernambuco e Rio Grande do Sul são os Estados com maior percentual de interessados em emigrar (ambos com 71,5%). Já as cinco regiões em que se divide o País se equiparam no quesito: Norte – 68,8%; Nordeste – 68,1%; Centro-Oeste – 65,5%; Sudeste – 68,1%; e Sul – 68,4%.

Objetivo da pesquisa

Segundo Marcelo Peruzzo, o objetivo da pesquisa foi identificar o posicionamento do Brasil em relação aos jovens, observando até que ponto o País tem condições de manter esse público em sua terra natal. A partir dos resultados obtidos (cuja margem de erro é de 1,5%),

Peruzzo conclui que o governo deve valorizar mais a marca “Brasil” perante sua juventude, por meio de ações que demonstrem que o futuro neste país é promissor. “Infelizmente, enquanto existir desigualdade social, desemprego, falta de segurança e problemas com a saúde pública, a tendência é de que a porcentagem de pessoas que desejam morar fora aumente”, prevê o professor.

Já o sócio-diretor do Portal InfoSMS, Diego Carmona, responsável pelo amostra da pesquisa, afirma que “o celular está presente em mais de 1/3 da população brasileira. Este universo reflete de forma confiável e cientifico a opinião do público abordado em morar fora do Brasil. O celular se tornou um meio de comunicação comum a todas as classes sociais.”.

Marcelo Peruzzo
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