Os Dez Mandamentos X Marketing

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Os Dez Mandamentos X Marketing

É sensível o crescimento sobre a preocupação social nas empresas no Brasil e no mundo, seja ela provinda dos aspectos puramente humanitários ou mercadológicos.

Humanitários porque as empresas são formadas por pessoas, e estas estimulam ações sociais em beneficio do próximo, acreditando estar contribuindo para uma sociedade mais justa.

De outro lado, a busca da ação social com foco mercadológico traz bem claro, que estas ações devem reverter em oportunidades e vantagens de mercado às organizações.

O lucro almejado neste caso, pode ser o lucro de resultado (econômico) ou até mesmo o reconhecimento da marca. Porém, fica evidente que a busca do beneficio é da empresa e não do próximo, pois o ser humano (ou a natureza), serve apenas como meio no processo, tendo como fim, o lucro. Dentro deste panorama, resolvi investigar os profissionais de marketing responsáveis pelas decisões de mercado (marketing), através de uma pesquisa científica.

Todos sabemos da importância do passado em nossas vidas, principalmente quando está relacionada com a religião a qual praticamos. Será que os executivos de marketing acreditam nas primeiras e legítimas leis da humanidade: Os dez mandamentos? Será que existe algum tipo de comparação entre as leis divinas e as leis de mercado ?

Será que podemos obter sucesso praticando os Dez Mandamentos de Deus ?. A pesquisa foi realizada com profissionais de marketing de todo o Brasil, seguindo como base um banco de dados (permission marketing) com aproximadamente seis mil profissionais. A pesquisa obteve um índice de confiabilidade de 95% e margem de erro 5%.

Como se trata de um banco de dados com permissão, a abordagem utilizada foi através do e-mail pessoal, o qual personaliza e qualifica o resultado obtido. A primeira pergunta realizada foi: Você ainda acredita nos Dez Mandamentos?

70,77% dos entrevistados dizem que sim. Em contrapartida, 9,88% dizem não.

Outros 19,35%, são indiferentes ao assunto ou não conhecem os Dez Mandamentos.

P<eguntamos, então, se dentro da organização o executivo tem certeza que pratica os Dez Mandamentos de Deus. Agora os resultados começam a se tornar surpreendentes: apenas 20,29% dizem praticá-los nas organizações.

Outros 11,25% não praticam.

O mais impressionante, 50,86% praticam os DM, dentro das possibilidades existentes. Neste momento fica evidente, que a ética pessoal em frente as determinações das organizações, pode perder valor ou simplesmente deixar de ser utilizada, seja no comportamento do funcionário ou nas decisões de marketing.

O resultado geral mostra claramente que os executivos vivem numa linha tênue entre o bem e o mal, e que suas ações não dependem apenas do seu desejo pessoal, mas sim, das exigências, da política e das normas (formal e informal) das organizações.

A Amostra foi de 391 executivos. Na tabela seguinte, a analogia entre os Dez Mandamentos e os respectivos pecados organizacionais. Segundo Peruzzo, “o resultado mostra claramente que os executivos vivem numa linha tênue entre o certo e o errado”. Além disso, suas ações não dependeriam apenas do seu desejo pessoal, mas, sim, das exigências, da política e das normas (formais e informais) das organizações. Os Dez Mandamentos de Deus Os Dez Pecados Organizacionais Os executivos que acreditam nos respectivos pecados

1. “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento”. – “Não terás outro Deus além de Mim”. Amar o dinheiro sobre todas as coisas. 53,94%

2. “Não pronunciarás em vão o nome do senhor teu Deus”. Jurar ou prometer a um terceiro, e não cumprir. 60,61%

3. “Lembra-te do dia do sábado para santificá-lo”. Trabalhar dia e noite, inclusive final de semana, esquecendo de tudo, em nome da organização 43,47%

4. “Honra teu pai e tua mãe”. A fuga da família e dos amigos, para a dedicação total a organização. 53,19%

5. “Não matarás”. Ganhar mercado, mesmo que seja destruindo e matando os concorrentes. 45,78%

6. “Não cometerás adultério”. –”Não cometer atos impuros”. Na fuga da família e do amor, começa a se estabelecer diversos casos/relacionamentos entre funcionários 37,85%

7. “Não roubarás”. Praticar atos comerciais, onde não existe uma troca justa, proporcionando muitas vezes, prejuízo 52,17%

8. “Não prestarás falso testemunho contra teu próximo”. Política em beneficio próprio, fofoca, inveja, ganância e outros fatores que prejudicam o próximo 64,45%

9. “Não cobiçarás a mulher do teu próximo”. Utilizar de poder e persuasão, para conquistar e seduzir o próximo. 27,36%

10. “Não cobiçarás coisa alguma que pertença ao teu próximo”.

A organização apenas pensa em dinheiro e crescimento no mercado 37,08%

Amostra: 391 executivos

Marcelo Peruzzo
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