Dinheiro X Felicidade

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Dinheiro X Felicidade

Pesquisa realizada pelo IP2/PMG afirma: Dinheiro traz felicidade. Uma pesquisa do Instituto IP2, de Curitiba, mostra que a elite brasileira – que representa 6% da população e é formada por famílias com renda superior a R$ 6.563,73 – acredita que dinheiro traz felicidade.

Segundo o levantamento, que entrevistou 2,4 mil pessoas de diferentes classes sociais, sendo 526 da classe A, 91% das pessoas na faixa mais alta de renda disseram “sim” à pergunta “dinheiro traz felicidade?”.

Segundo o professor de marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) e diretor do IP2, Marcelo Peruzzo, dá para fazer a relação entre renda alta e satisfação com a vida. “Quanto mais dinheiro, mais felicidade”, resume. Desde que o dinheiro tenha origem ética, ele considera que não existe razão para as pessoas se sentirem culpadas por tê-lo. “O dinheiro é a recompensa de quando você é qualificado e consegue mostrar isso para os outros”, afirma.

Relacionamento

O professor diz que a pesquisa derruba alguns mitos negativos sobre a elite brasileira – que não deve ser confundida com a elite política nacional. Segundo ele, a classe A é pouco interessada em política – 7% dos entrevistados disseram ter alguma aspiração a cargo público -, pratica algum tipo de ação social e lê mais do que a média da população (cerca de cinco livros por ano, contra um da classe C).

Para Peruzzo, construir um bom relacionamento com os membros da chamada classe A é uma boa forma de ascender profissionalmente. Isso porque, entre os entrevistados, 33% eram donos de algum tipo de negócio – e, portanto, geradores de emprego. Entre os que trabalham na iniciativa privada, quase 90% dos entrevistados disseram desempenhar função estratégica ou operacional, exercendo cargos de chefia.

Educação

O principal diferencial da elite brasileira na conquista da ascensão social, aponta Peruzzo, é a educação. Segundo a pesquisa, 70% dos entrevistados têm algum tipo de pós-gradução, como especialização ou mestrado. “Se hoje existe um diretor de empresa sem educação formal, ele é a exceção. No Brasil, a educação é fundamental para qualquer tipo de ascensão social”, afirma Peruzzo.

A pesquisa mostrou que, para quem tem somente a graduação, a renda média no Brasil cai para cerca de R$ 2,2 mil. “É uma questão de saber investir, renunciar a algum desejo imediato por outro tipo de investimento em educação”, ressalta.

Na divisão por sexo, a pesquisa mostar que a predominância nos cargos mais altos ainda é masculina – na proporção de dois homens para uma mulher. Para ambos os sexos, porém, fazer o que gosta é importante: mais de 75% dos que ganham mais de R$ 6,5 mil trabalham em áreas relacionadas com sua formação.

Marcelo Peruzzo
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